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5 dicas de comportamento no Twitter

“Uma coisa que você pode dizer com certeza sobre o Twitter é que ele causa uma péssima primeira impressão”

A frase acima inicia o artigo sobre Twitter que foi capa da revista Time em 05 de junho de 2009 e é a mais pura verdade. Estou registrado no serviço de microblog desde 13 de agosto de 2007, mas só a partir de abril deste ano é que comecei a estudar e explorar as potencialidades da ferramenta. A facilidade de criação e utilização aliada ao modismo fez com que muitos usuários embarcassem no mundo mágico dos 140 caracteres sem um devido preparo psicológico e/ou espiritual para o uso saudável do recurso. Pensando nisso elaborei uma pequena lista de 5 dicas de comportamento para potencializar o uso do Twitter e evitar que você ache que as pessoas não merecem falar com você nem com seu anjo. Ei-las:

1. Seja relevante:

Não é a toa que o Twitter é considerado um microblog. A despeito de seu limite de caracteres, a ferramenta funciona como meio de comunicação. É semelhante ao blog no formato, porém é mais veloz e pessoal em sua utilização. Um perfil no twitter é como um jornal, uma emissora de rádio, um canal de TV ou um site, que transmite conteúdo para a internet, cuja audiência é medida pelo número de seguidores. Por isso na hora de publicar algo pense se tal informação é relevante para seus 50, 500 ou 5 mil seguidores. A relevância é a mãe de todas as regras do Twitter e faz com que as pessoas tenham mais ou menos seguidores.

2. Twitter não é chat:

Se você quer trocar ideias sobre um assunto particular com alguém, certamente o Twitter não é o lugar mais adequado. Lembre-se que toda vez que você conversa com alguém no “Gorjeador”, todos os seus 50, 500 ou 5 mil seguidores terão acesso a este diálogo. O grande inconveniente pode decorrer da possível falta de relevância, especialmente quando se tratar de temas da vida privada. A internet possui uma série de ferramentas de bate-papo como Msn, Gtalk e Skype e para deixar um recado a alguém existe o Orkut, o Facebook e o bom e velho E-mail. De todas as mídias sociais, a menos eficaz para este intento é o Twitter.

3. Piadas internas não tem graça:

Um grupo hipotético de oito amigos viveu uma situação, que só eles sabem qual foi, em que dizer a palavra “bigorna” os faz cair em gargalhadas. Eles passam o dia fazendo piadas que só eles entendem sobre a situação em que pra eles “bigorna” é engraçado, sempre repetindo o termo. Será que os outros 50, 500 ou 5 mil seguidores daqueles usuário vão entender a piada? Certamente não. O chiste se torna interessante apenas e tão somente naquele restrito grupo de pessoas. Quem não está envolvido com a panelinha vai achar tudo tão chato que poderá até deixar de segui-los. Das duas uma: ou se explica a anedota publicamente em prol da relevância do tema ou correm sério risco de ser mal-interpretados e perder seguidores.

4. Escreva corretamente

Já disse que o Twitter não é bate-papo, logo guarde seu internetês para falar com os miguxos no IRC ou no MSN. Os 140 caracteres te obrigam a ser curto, claro e objetivo nos micro-textos. Em um universo onde a quantidade de toques é tão limitada qualquer incorreção no vernáculo será tão gritante quanto escrever tudo em CAIXA ALTA. Ou seja, aprenda com a família Meneghel e, mesmo que você seja alfabetizado em javanês, não escreva errado o idioma de seu país (Cena não é com S), nem invente um JEITINHO PRÓPRIO E TODO ESPECIAL DE TUITAR. O deslize será notado, retuitado e o ridicularizará diante de seus seguidores – isto é, se eles continuarem o seguindo.

5. Unfollow não é inimizade:

Não importa quem eu siga, se o conteúdo não estiver interessante e/ou se o usuário se tornar um inconveniente no twitter (vide as dicas anteriores) não pensarei duas vezes em deixar de segui-lo. O problema é que as pessoas levam isso para o lado pessoal. As relações no twitter são pautadas na informação, a relevância do que se escreve está acima de qualquer contato social na decisão por seguir ou não alguém. Os conceitos de amizade do Orkut não devem ser importados. A unilateralidade do “status” de seguidor no twitter faculta à pessoa só seguir alguém que a segue no caso das “tuitadas” desta pessoa for ao encontro dos seus interesses. Do contrário não existe obrigação de reciprocidade.

Resumindo: eu não vou deixar de ser amigo de alguém que deixei de seguir ou deixou de me seguir no twitter. Copiou?

Lembrem-se: no Twitter você segue pessoas ou tem seguidores, não amigos.

O espaço de comentários está aberto para elogios, críticas e contribuições. Participe desta discussão.

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