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19:36 - sex 10 setembro, 2010 |  RSS:
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Música Paraense 2.0: Marco André e o Twitter

Um cantor, compositor, arranjador e instrumentista nascido em Belém do Pará que é conhecido em vários cantos do Brasil e até no exterior. Isso era tudo o que eu, um jovem paraense relativamente bem esclarecido, sabia a respeito de Marco André. De suas músicas eu só conhecia o tema de abertura da novela Meu Bem, Meu Mal, do Caetano Veloso que demorei anos para saber que era dele foi gravada por ele:

Isso mudou quando certo dia um perfil denominado @marcoandresiso passou a seguir o meu twitter. Não o segui de volta imediatamente por crer se tratar de mais um oportuno pefil de músico novato com intenção de “se amostrar” pro mundo a partir do twitter. Lêdo engano, meus caros. Aquele rapaz simpático que aos trancos e barrancos tentava interagir, humildemente, com usuários localizados em Belém não era ninguém menos do que um dos mais completos artistas paraenses da atualidade. Um cara elogiado por gente do naipe de Nelson Motta, espia:

Marco André usa o twitter para divulgar seu trabalho (seu site oficial, myspace e carimBlog, comunidade no Orkut e perfil no Facebook), porém o principal objetivo de sua incursão nessa mídias sociais é a interação na web com o seu público em potencial. Assim como eu, muita gente de Belém não conhecia o artista e a partir do momento em que passou a ser seguido por ele (e também segui-lo) surgiu a possibilidade de conversar com o cara e, através de suas atualizações, saber um pouco mais a respeito de sua carreira. Considero que esta aproximação do artista com seu público pode ser bem mais eficiente até que a ótima matéria exibida no Jornal Hoje (em 2007):

Para Marco André, mais importante do que a quantidade é a fidelidade dos que te seguem e a descoberta por novidades que podes oferecer, pelos que não te conhecem. E neste caso, apesar de 26 anos de carreira, seu trabalho ainda é quase que inédito para a maioria dos jovens paraenses. “Quero poder mudar isso e mostrar que o Carimbó e o Boi podem ser tão modernos como o Maracatu e o Samba. E que a mistura que faço é tão universal ou mais brasileira do que as que encontramos no sudeste e nordeste do país” afirma o músico. Um exemplo dessa modernização dos ritmos regionais são bem evidentes na canção Caringlobalizado:

Depois de conhecer o twitter do @marcoandresiso, tive a oportunidade de baixar as músicas dos dois últimos álbuns do cara (Amazon Groove e Beat Iú) e depois de ouvir suas canções pude reconhecer que o cara cumpre exatamente o que se propõe a fazer com muita qualidade e uma levada contagiante. Num termo comparativo, guardadas as proporções, Marco André, dentro de sua originalidade, faz com os ritmos amazônicos algo bem parecido com o que Chico Science e o movimento MangueBeat fizeram com os ritmos nordestinos. A canção que dá nome ao seu álbum mais recente chama-se Beat Iú (um trocadilho com a palavra amazônica pitiú, que significa o cheiro próprio de peixe) e é uma boa amostra desta universalização sonora da temática nortista. Escute:

O fato é que Marco André está aprendendo a usar as ferramentas disponíveis nas mídias sociais para divulgar seu trabalho, em especial o show de lançamento do seu novo DVD e já está obtendo resultados. As pessoas estão o conhecendo, está conseguindo atingir espaços nunca antes alcançados por ele a partir de um novo conceito de aproximação  e fidelização do público. Ainda há muito para aprender nesta seara que o músico está começando a explorar, no entanto sua presença na web 2.0 pode ser (com o perdão do trocadilho) um MARCO na sua carreira. Se dará certo ou não, só o tempo irá dizer.

Encerro este post com a canção mais chiclete do último álbum do Marco André e com as informações a respeito dos dois shows que o músico paraense 2.0 fará na cidade. Espia:

Pequeno Dicionário do Amor (Brega’n'bass do Amor):

Então se liga no tremor da língua:

Nos dias 27 e 28 de novembro, às 21h, no Teatro Margarido Schivasappa, do Centur (Av. Gentil Bittencourt, 650), acontece o lançamento do DVD “Beat Iú”, do cantor Marco André.

Ingresso: R$ 40 (com meia entrada). Estão sendo vendidos na loja Ná Figueredo (Av. Gentil Bittencourt e Estação das Docas), na Ótica Diniz (A. Padre Eutíquio), na loja Locus (Shopping Pátio Belém) e na bilheteria do Teatro.

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